Carlos Alberto, pres. do CHTS “O combate à COVID-19 foi um dos maiores desafios que se colocaram a todos”

Publicado em Publicado por: O Paredense

O primeiro caso de Covid-19 foi confirmado em Portugal há praticamente dois meses. A região do Vale do Sousa começou por ser uma das mais afetadas. No Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) – onde se integram o Hospital Padre Américo, em Penafiel, e o Hospital São Gonçalo, em Amarante, – chegaram a estar internados 80 doentes com Covid-19. Hoje o número é quase residual, garante o presidente do Conselho de Administração em entrevista ao PAREDENSE.

Carlos Alberto diz que o regresso à normalidade está a ser feito de uma forma gradual e que o grande objetivo agora é recuperar as listas de espera, por forma a chegar ao final de 2020 sem doentes à espera para consulta ou cirurgia com mais de 9 meses.

Preside ao Conselho de Administração do CHTS desde 2016. Antes já tinha passado pela administração de outros hospitais. A Covid-19 foi o maior desafio que encontrou neste percurso enquanto administrador hospitalar?

O combate à COVID-19 foi certamente um dos maiores desafios que se colocaram e colocam a todos nós, quer em termos profissionais, quer em termos pessoais, sobretudo pelo carácter da novidade associada a um combate contra um inimigo desconhecido, algo que nunca nenhum de nós teve que enfrentar no nosso tempo de vida.

Como se prepara um Centro Hospitalar que já abrange mais de 500 mil pessoas, de 12 concelhos diferentes, para responder às necessidades de uma pandemia?

Esta pandemia causou necessidades diferentes, fundamentalmente pelo desconhecimento desta situação para todos nós. Esta resposta obrigou a fazer apelo à entrega e dedicação de todos os profissionais, que tiveram de refazer as suas rotinas e os seus métodos de trabalho; com imenso trabalho de programação e organização, abrindo novos espaços e comprando novos equipamentos e materiais de proteção individual; com apelo à disponibilidade e flexibilidade dos colaboradores que aceitaram fazer coisas novas, durante muito tempo e longe da família.

Qual o ponto de situação relativamente à Covid-19 em termos de resposta aos doentes, capacidade instalada e dados percentuais de utilização?

Depois de um período inicial em que tivemos um certo receio por vermos que os primeiros casos de COVID-19 ocorreram na nossa área de influência, e tendo em mente as imagens que nos iam chegando de Itália, tivemos um crescimento de doentes internados (que chegou a ser quase de 80) e alguma pressão nos cuidados intensivos que obrigou a alargar esta capacidade de intervenção. No entanto, nos últimos dias, tem havido diminuição dos doentes internados e é já quase residual o número de doentes infetados que temos na nossa Unidade de Cuidados Intensivos que, saliente-se, teve sempre de continuar a dar resposta aos outros doentes críticos com outras patologias.

A entrevista completa está disponível na edição digital de 14 de maio de 2020 que pode ser acedida gratuitamente aqui.

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