Câmara avança com expropriação do edifício da Adega Cooperativa

Publicado em Publicado por: O Paredense

A câmara municipal de Paredes aprovou na passada quarta-feira, a resolução urgente de expropriar as antigas instalações da Adega Cooperativa de Paredes.

Na reunião do executivo, o presidente da câmara, Alexandre Almeida, defendeu que aquele “é um espaço nobre da cidade de Paredes”, que está obsoleto e ao completo abandono e que deve ser recuperado pelo município.

“Como a venda tem de passar por uma assembleia geral e não é fácil juntar todos os associados o mais lógico foi avançar com a expropriação urgente até porque havia um risco iminente para a segurança das pessoas”, explicou o autarca, garantindo que o município já teve de vedar o espaço por diversas vezes para impedir a entrada de pessoas que colocavam em risco a sua integridade física.

Alexandre Almeida está convicto que a Adega Cooperativa aceitará o valor da avaliação, 779 mil euros,  e que o processo terminará com uma “expropriação amigável”.

O objetivo da câmara é reabilitar o espaço e construir, um auditório, com capacidade para cerca de 600 pessoas, e também um centro de congressos. O autarca não aponta para já o valor necessário para a construção do projeto, mas garante que só para demolir o interior do edifício serão necessários 250 mil euros.

A obra terá de ser concretizada com recurso a fundos comunitários, estando a câmara a negociar junto da CCDR mais fundos para a reabilitação urbana.

O assunto ainda terá de ser aprovado em Assembleia Municipal, agendada para 27 deste mês, antes de ser oficialmente comunicado à Adega Cooperativa. “Estou convicto que a instituição vai aceitar porque a proposta vai ao encontro de outros valores que eles já pediam no passado”, frisou o autarca. Se a cooperativa não aceitar a proposta, terão de ser os peritos em tribunal a decidir qual o valor do património.

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