Autárquicas 2017: “Temos uma dívida quase impagável, cujos maiores responsáveis têm um rosto, a dupla Celso Ferreira e Rui Moutinho”.

Publicado em Publicado por: O Paredense

Alexandre Almeida, candidato do PS à câmara municipal de Paredes

 

Alexandre Almeida tem 43 anos, é natural de Rebordosa, e candidato pela segunda vez à presidência da câmara de Paredes pelo Partido Socialista. Nas eleições em 2013 ficou a escassos votos de conquistar a câmara e desta vez acredita que vai sair vencedor.

O socialista faz uma avaliação muito negativa do trabalho realizado pelo atual executivo do PSD, que acusa de ser incompetente e de desvirtuar a imagem do concelho com projetos megalómanos.

Sobre a atual situação financeira da câmara, Alexandre Almeida diz que Celso Ferreira e Rui Moutinho são os maiores responsáveis pela dívida quase impagável do município.

Alexandre Almeida tem como grandes prioridades dar uma nova vida à cidade de Paredes, valorizar as freguesias do sul do concelho, criar mais emprego, apoiar o empreendedorismo jovem, os mais idosos e os cidadãos portadores de deficiências. Promete também avançar com o saneamento básico em todo o concelho e baixar o IMI para ajudar as famílias paredenses.

O que o levou a candidatar-se pela segunda vez à câmara municipal de Paredes?

Não sou homem de desistir à primeira. O nosso concelho de Paredes precisa de mudança, precisa de um novo rumo, novos projetos. Esta mudança e este novo rumo só pode ser feito com novas pessoas a governar a câmara de Paredes, com novas ideias, com outro planeamento, competência e outro rigor, o que não existiu na câmara até agora. Não pode ser com os mesmos que lá estavam e que agora prometem o que nunca cumpriram até hoje.

Nas autárquicas de 2013 o PS ficou a 58 votos de ganhar a câmara. Acredita que desta vez o vai conseguir?

Quem vai responder a essa questão são os paredenses já no próximo dia 1 de outubro. Eu tenho sentido um apoio e uma vontade de mudança muito grande. Os paredenses estão fartos de serem enganados com falsas promessas. Querem um novo rumo, querem verdade na política. Querem obras bem programadas e não feitas à pressa por questões eleitorais, mal feitas e com custos elevadíssimos para todos nós. Querem um concelho de contas controladas e não com uma dívida monstruosa, que ninguém sabe ao certo quanto é. Querem que dê de novo vida à cidade de Paredes, que se reanime o nosso comércio e restauração. Querem que o saneamento em Paredes em pleno seculo XXI não seja de apenas 40% e que não tenhamos freguesias inteiras sem saneamento. Querem que se invista em todas as freguesias do concelho e que o novo presidente esteja mais próximo, respeite e dialogue com as juntas e a população e não se esqueça das freguesias do sul do concelho. Querem que lhe baixem o IMI. Os paredenses não podem pagar uma taxa de IMI superior aos concelhos vizinhos quando têm menos equipamentos. Isto é uma forte injustiça. Como tal, acredito que o nosso projeto, dando resposta a estas necessidades, vai sair vencedor a 1 de outubro.

Como avalia o trabalho do atual executivo do PSD?

Faço uma avaliação muito, mas muito negativa, como de resto fazem todos os paredenses que nos vão dar a vitória no próximo dia 1 de outubro.

A atuação deste executivo tem sido desprestigiante para todos nós. Somos conhecidos por projetos megalómanos sem qualquer sentido e adesão à realidade, como a construção da Cidade Inteligente que nunca existiu, a construção do mastro que só nos ridiculariza, o maior complexo desportivo do norte do país que só existe no papel, um concelho da Área Metropolitana do Porto sem saneamento na maioria das freguesias. Até nos centros escolares tão badalados, temos um processo-crime de fraude, falsificação e corrupção instaurado pela União Europeia, que nos envergonha e desprestigia a todos e que ninguém sabe qual o alcance e dimensão dessas irregularidades. E temos uma dívida quase impagável, cujos maiores responsáveis têm um rosto – a dupla Celso Ferreira e Rui Moutinho.

Como podemos estar satisfeitos com um executivo com tamanha incompetência?

 

“Nós vamos dar vida à cidade de Paredes”

 

 

 

 

 

 

 

Se vencer as eleições, o que pretende fazer em relação às suspeitas que recaem sobre o município, no caso do Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF), relacionadas com uma alegada fraude com fundos europeus usados para construir os centros escolares?

Vamos ordenar de imediato a realização de uma rigorosa auditoria às contas e a todos os procedimentos de adjudicações relacionadas com a construção dos centros escolares.

Tendo em conta as graves deficiências de construção que os centros escolares apresentam temos de apurar, profundamente, o que falhou. Se os cadernos de encargos foram realmente cumpridos. Terão de ser apuradas as responsabilidades, seja de quem for.

Acusou o PSD de estar a fazer obras à pressa no final do mandato e de empurrar os pagamentos para 2018. Mas o candidato do PSD diz que essas obras já estavam planeadas desde o ano passado. O que tem a dizer?

Nunca nos foi apresentado nenhum plano de obras, nem existe planeamento algum por parte deste executivo.

Estiveram 3 anos e meio praticamente sem fazer obras e agora querem fazer tudo à pressa em 3 ou 4 meses, com uma única preocupação: as eleições, e não com as necessidades dos paredenses.

Sabemos bem que as obras feitas desta forma, custam no mínimo o triplo do dinheiro e sem o mínimo de controlo e qualidade. Não podemos tolerar mais esta leviandade na gestão do dinheiro público. Esta atuação prova e demonstra claramente o descontrolo, a falta de rigor e a incompetência que o meu adversário do PSD tem com as contas da câmara e a gigantesca dívida da câmara.

Quais são as prioridades da candidatura do PS para Paredes?

O nosso projeto é vasto, mas deixo aqui algumas das nossas prioridades. Começando pela nossa cidade sede do concelho, temos de fazer renascer a cidade de Paredes. Todos os concelhos devem ter uma cidade sede do concelho forte, capaz de atrair pessoas de outros concelhos. Nós vamos dar vida à cidade de Paredes, requalificando o gimnodesportivo das Laranjeiras e transformando-o num moderno Pavilhão Multiusos, com espaço para vários desportos e eventos musicais e congressos. Vamos construir uma piscina ao ar livre em Paredes, no espaço das Laranjeiras capaz de atrair jovens e menos jovens de todo o concelho e dos concelhos limítrofes, aumentando a dinâmica do comércio na cidade, uma vez que temos uma estação de comboios a poucos metros. Vamos ouvir e dialogar com os comerciantes para alterar e ajustar o trânsito na cidade de Paredes.

Vamos dar também prioridade ao sul do concelho. Vamos valorizar as suas paisagens naturais e belezas arquitetónicas e rever algumas das vias estruturantes que ligam o sul ao norte do concelho. Vamos finalmente construir um parque de campismo há muito prometido em Aguiar de Sousa.

Vamos pela primeira vez ter um projeto de prevenção contra incêndios para todo o concelho, em colaboração com os bombeiros, as juntas de freguesia e a população.

Vamos ter preocupações com a criação de emprego em Paredes. Para tal, vamos alargar as zonas industriais já existentes e criar novas zonas industriais tanto a norte como a sul do concelho e apoiar o empreendedorismo jovem.

Vamos ter preocupações sociais, sobretudo com os mais idosos e portadores de deficiências. E como tenho vindo a referir constantemente, vamos avançar com o saneamento básico em todo o concelho e baixar o IMI para que finalmente os paredenses paguem igual aos habitantes dos concelhos vizinhos.

 

Leia a entrevista completa na edição em papel de 21 de setembro de 2017 ou subscreva a edição online.

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