Autárquicas 2017: “A minha candidatura é suprapartidária e pretende servir os munícipes de Paredes”

Publicado em Publicado por: O Paredense

Raquel Moreira da Silva – candidata do Movimento Positivo Paredes à câmara municipal de Paredes

Raquel Moreira da Silva é a primeira mulher a candidatar-se à presidência da câmara municipal de Paredes e assume orgulho por isso. A professora primária é o rosto mais visível de um movimento de cidadãos, o Movimento Positivo de Paredes, que se apresenta a eleições no próximo dia 1 de outubro.

A ex-vereadora do PSD lidera uma candidatura independente, mas diz que não sente estar a trair o partido e que a famosa carta aberta escrita por Rui Moutinho não passou de uma estratégia para a afastar da corrida à presidência da câmara.

Raquel Moreira da Silva mostra-se preocupada com a dívida do município e a investigação do OLAF e garante que está preparada para o desafio de credibilizar a política.

Entre as principais propostas, caso seja eleita, estão a criação de um Portal da Transparência, a redução do preço da água para as IPSS’s, associações e clubes e a criação de um ponto de venda de produtos do município aos turistas no Porto, para dar a conhecer as atratividades e potencialidades do concelho de Paredes

É a primeira mulher a candidatar-se à câmara municipal de Paredes. É uma responsabilidade acrescida?

Sou orgulhosamente a primeira mulher a concorrer à presidência da câmara municipal de Paredes e enfrento este desafio não, somente, por ser mulher, mas porque estou na política com uma história de vida de mais de vinte anos de trabalho, sempre pautado pela seriedade e dedicação.

O facto de ser mulher permite-me perceber e sentir melhor as potencialidades e fragilidades do nosso concelho e tenho a certeza que todos, e em especial, as mulheres se identificam comigo na sensibilidade, capacidade de trabalho e resistência que nos caracterizam.

Por quê o Movimento Positivo de Paredes? Ao liderar uma candidatura independente, sendo uma antiga vereadora do PSD, não está a ir contra o Partido?

A minha candidatura é uma candidatura suprapartidária que pretende servir os munícipes de Paredes, de forma isenta e independente, acima de qualquer interesse partidário.

Sinto-me uma legítima representante de todos os munícipes, porque me considero uma interveniente política séria e empenhada.

Como já referi, durante os mais de vinte anos que servi o meu concelho e as pessoas do meu concelho, demonstrei inequivocamente que entendo a vida autárquica em espírito de “missão” e, por isso, sempre coloquei os interesses públicos acima dos privados.

Não é por acaso que sempre me disseram que não era “política” e à época eu não percebia, hoje percebo que não sou política, porque não fiz jogos de bastidores e não servi interesses escusos, sempre me pautei pela transparência e frontalidade.

Logo após as eleições internas no PSD/Paredes disse numa entrevista que algumas sondagens a colocavam em primeiro lugar para ganhar a presidência da câmara de Paredes pelo PSD. Contudo, a concelhia optou por indicar outro candidato, o Dr. Rui Moutinho. Acha que isto aconteceu, por quê?

Na realidade só disse aquilo que a imprensa publicitou num estudo sociopolítico e também pelo apreço que a população sempre me demonstrou, fruto do responsável e empenhado trabalho que desenvolvi ao longo da minha prestação autárquica.

Mas saliente-se que o concorrente tendo a “máquina do partido” na mão, ganhou a concelhia, não realizando uma sondagem para identificar o candidato que estivesse melhor posicionado e que garantisse a vitória do partido.

Não esteve, em momento algum, preocupado com a união do partido ou sequer com a vitória.

 

“O ‘infeliz’ texto escrito pelo candidato [do PSD], não passou de uma estratégia para me afastar da corrida à presidência da câmara”.

 

 

Nunca chegou a desmentir publicamente as acusações feitas pelo Dr. Rui Moutinho na carta aberta que escreveu quando eram adversários no partido. As acusações eram verdadeiras ou aquilo não passou de uma estratégia para a afastar da política?

Adversário no partido? Como e quando? Nunca, durante mais de duas dezenas de anos ao serviço do partido o vi em qualquer lado ou em qualquer batalha política.

Quanto ao “infeliz” texto escrito pelo candidato, este não passou, realmente, de uma estratégia para me afastar da corrida à presidência da câmara. Aliás, não podemos esquecer que pouco depois retirou, com outra estratégia semelhante, o Dr. Pedro Mendes da corrida à presidência.

Mais, acrescento, que por três vezes me pediu desculpas, uma primeira vez na minha casa e as outras duas em reuniões do Plenário do PSD, em frente aos militantes, onde se retratou publicamente.

 

Leia a entrevista completa na edição em papel de 21 de setembro de 2017 ou subscreva a edição online.

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