Arcos de Valdevez: “um concelho onde Natureza, Identidade e História se unem de forma fantástica”

Publicado em Publicado por: O Paredense
parque nacional peneda-gerês

Parque Nacional Peneda-Gerês

Foi um dos concelhos que mais cresceu em termos turísticos no norte do país. Arcos de Valdevez tem na natureza o seu “produto” mais procurado, fruto sobretudo do Rio Vez, um dos menos poluídos da Europa e da integração do concelho na área do único parque nacional do país, a Peneda-Gerês. Arcos de Valdevez é também uma terra de história e património e é lá que encontramos o arqueólogo paredense Nuno Soares.
Nuno Soares é o responsável pela coordenação da área cultural do município e é também diretor da Casa das Artes. Nasceu em Cete, mas viveu grande parte da sua vida no Porto, até se mudar para os Arcos de forma permanente aos 30 anos.

 

O Nuno é licenciado em Arqueologia e pós-graduado em Gestão Cultural. Fale-nos destas duas vertentes da sua formação e de como despertou para elas.

A História e a Arqueologia são paixões quase inatas que se manifestam desde a própria infância. Recordo perfeitamente, ainda nos tempos do 1.º Ciclo, a facilidade, emoção e atenção que estes temas despertavam em mim, pelo que muito cedo se percebeu em que sentido seguiria a minha sensibilidade.

A Gestão Cultural foi uma necessidade óbvia dos tempos e das responsabilidades acrescidas de trabalho, que se incrementam com a chefia da Divisão e a necessidade de coordenar e dinamizar áreas tão específicas e desafiadoras como a Cultura, a Educação, a Área Social, o Desporto e o Associativismo ou o Turismo.

 

Nuno Soares com Pedro Tochas- abril 2017

Nuno Soares com Pedro Tochas- abril 2017

Nasceu em Cete, mas viveu maioritariamente no Porto. Naquela altura, Paredes era pequeno para si?

Não, não se trata disso. A minha ligação a Cete, como lugar de nascença e vivência, é quase acidental. Na verdade nasci, fora da data prevista e de total imprevisto, em casa da minha avó materna, em Cete. Pouco tempo depois, os meus pais foram viver para o Porto e foi aí que vivi uma parte substancial da minha vida. Contudo, assumi sempre Cete como um lugar de forte emoção e ligação familiar, onde ia em esporádicos fins-de-semana e, quando possível, nas celebrações da Senhora do Vale.

Quando é que se muda para Arcos de Valdevez?

Em 1995, dois anos após a licenciatura, iniciei o Mestrado em Arqueologia, igualmente na FLUP, sob o tema “Megalitismo dos Concelhos do Vale do Lima”. Dirigi então uma carta aos Presidentes das CM de Viana do Castelo, Ponte de Lima, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez, solicitando um apoio de estadia e alimentação para a minha equipa de trabalho, que se propunha realizar escavações em pelo menos um monumento megalítico em cada um desses concelhos. Respondeu-me somente um, o Dr. Francisco de Araújo, então edil do município arcuense, que amavelmente me recebeu e deu o seu melhor contributo para a realização dos trabalhos e o consolidar de uma parceria que me levaria aos quadros superiores da autarquia, à direção da Casa das Artes e à responsabilidade na coordenação da área cultural municipal.

 

Leia a entrevista completa na edição em papel de 1 de junho de 2017 ou subscreva a edição online.

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