Aliança de Gandra conquista lugar na final da Taça AF Porto

Publicado em Publicado por: O Paredense

Texto escrito por Cristina Borges.

O Aliança de Gandra está na final da Taça AF Porto, depois de vencer, em casa, o Aliados de Lordelo por 2 – 0, na segunda eliminatória da meia-final da prova.

Ao Aliados de Lordelo o empate e a vitória serviam, ao Aliança de Gandra só o triunfo, por dois ou mais golos, interessava. As duas equipas entraram no Complexo Desportivo da Cidade de Gandra muito apoiadas pelos seus adeptos, num jogo típico de taça.

A jogar em casa, os gandarenses entraram mais fortes e, aos dois minutos, Diogo tentou a sorte, mas o remate saiu ao lado. Logo a seguir, os homens da casa tentaram de cabeça, mas Nico defendeu. O conjunto de Mário Rocha entrou mais pressionante e dominador, anulando as investidas dos lordelenses, que não se mostravam muito tranquilos.

Aos 26 minutos, o Gandra voltou a testar os reflexos de Nico com o remate de Alex Carvalho. Na resposta, o Aliados protagonizou a melhor ocasião de golo. Pedrinho podia ter feito o 0 – 1, mas Brandão não se deixou intimidar e negou o golo ao médio lordelense.

Desperdiçou o Aliados, aproveitou o Gandra que, com um remate de Careca, inaugurou o marcador e empatou a eliminatória, mesmo antes do intervalo.

No segundo tempo, os visitantes assumiram o controlo da partida e tentaram, por diversas vezes, chegar à baliza de Brandão. Os lordelenses criavam oportunidades, mas não conseguiam concretizá-las. Do outro lado, os da casa iam respondendo, mas sem causar muito perigo.

O jogo seguia a um ritmo intenso, com ambas as equipas a procurarem o golo. Silvério esteve perto, mas o remate do camisola 12 passou a poucos centímetros do poste.

Sem nenhuma das equipas a encontrar o caminho da baliza, já todos pensavam que o jogo só viria a decidir-se na marcação das grandes penalidades. Mas, o futebol é imprevisível e, já no período de descontos, surge o lance do encontro. Aos 92 minutos, o árbitro entende que Coelho derruba Ricardo Barros na área e não hesita em marcar penálti. O lance motiva muitos protestos por parte dos lordelenses, que ficam reduzidos a oito jogadores. Na conversão da grande penalidade, Léo não desperdiçou e fez o 2 – 0 que carimbou a presença do Aliança de Gandra na final da taça.

A final da Taça AF Porto está marcada para o dia 11 de maio, no Estádio Capital do Móvel e coloca frente a frente Aliança de Gandra e Futebol Clube Vilarinho.


Mário Rocha: “Estamos na final de uma forma justa”

No final do encontro, Mário Rocha mostrava-se extremamente satisfeito com o desfecho da eliminatória: “Estamos na final com todo o mérito. Tenho de dar os parabéns aos meus jogadores, porque estamos na final de uma forma justa. Por tudo o que passámos, ao longo da época, os jogadores mereciam este prémio. Uma palavra também para os adeptos do Gandra que foram incansáveis no apoio à sua equipa e à direção do clube que, por tudo o que tem feito ao longo da época, merecia este prémio. Este é um grande feito, não só para o clube, mas também, para mim e para a minha equipa técnica e departamento médico, e eu estou felicíssimo.”

Sobre a final, o técnico do Aliança de Gandra garante: “Vamos preparar a final da melhor forma possível, para tentar dar uma nova alegria aos adeptos. Se estivermos concentrados e focados, como estivemos hoje, com comportamentos de personalidade e disciplina no jogo, penso que temos as mesmas hipóteses que o Vilarinho, embora reconheça que é um adversário extremamente difícil.”

Juvenal Brandão: “O que se passou no final do jogo foi um golpe de teatro” 

Do outro lado, Juvenal Brandão era o rosto da tristeza e desilusão do balneário lordelense: “Foi um jogo equilibrado. Na 1ª parte, estivemos abaixo daquilo que era expectável e que era a nossa ambição. Nós não viemos aqui jogar para o empate, viemos aqui para ganhar o jogo e passar a eliminatória. Os jogadores estavam focados, determinados e imbuídos desse espírito. Admito que possamos ter entrado nervosos e ansiosos, estranhamente, porque a nossa equipa é experiente e madura. O facto de o adversário ter estado em vantagem ao intervalo, castiga mais a nossa inércia ofensiva do que propriamente aquilo que eles fizeram, porque, na minha opinião, não tiveram assim tantas oportunidades para marcar, inclusive, o lance de golo é um erro nosso. Acho que o adversário não foi assim tão superior como o resultado acaba por demonstrar.”

O técnico lordelense estava visivelmente incomodado com a prestação da equipa de arbitragem, a quem dirigiu várias críticas: “Eu nunca falei de arbitragens, mas, hoje, o que se passou no final do jogo foi um golpe de teatro. Houve dois lances na área do Gandra em que o árbitro foi peremptório e mandou seguir e, no último lance do jogo, em que toda a gente viu, não há uma pessoa que não tenha estado neste campo e que não tenha visto, o corte do jogador do Aliados (tanto que a trajetória da bola muda), porque se o nosso jogador não toca na bola, esta não vai para canto, o árbitro marcou prontamente penálti. Estou a falar disto, porque teve influência clara no resultado e na eliminatória. Aceito que os árbitros, num ou noutro lance, possam errar, mas é muito complicado quando o esforço, a dedicação e uma época inteira estão em jogo e erros de factos levantam lógicas e deixam-nos a pensar. Eu gostava de saber o que o árbitro viu, porque acabou com a nossa esperança e com a nossa época e depois é dificílimo controlar as emoções num momento daqueles. Acho que os árbitros têm de ter mais noção daquilo que estão a fazer.”

Visivelmente emocionado, Juvenal Brandão assumiu: “Estamos tremendamente desiludidos. Sabemos a dor que os adeptos e a direção têm, neste momento, mas com certeza não será menor do que a nossa. Como responsável da equipa, tenho de assumir esta derrota.”

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