Aliados em vantagem para a segunda mão da Taça AF Porto

Publicado em Publicado por: O Paredense

Texto escrito por Cristina Borges.

O Aliados de Lordelo venceu o Aliança de Gandra, por 2 – 1, na primeira mão das meias-finais da Taça AF Porto. A equipa de Juvenal Brandão esteve em desvantagem, mas conseguiu dar a volta ao marcador.

A primeira mão das meias-finais da Taça da Associação de Futebol do Porto realizou-se no Estádio Cidade de Lordelo e colocou frente a frente duas equipas do concelho paredense. O Aliados recebeu o Aliança de Gandra e, apesar de jogar frente ao seu público, foram os gandarenses quem entrou melhor na partida. Logo aos quatro minutos, Diogo recebeu a bola de costas para a baliza e, com um pontapé de bicicleta, fez o 1 – 0.

Os lordelenses viam-se assim obrigados “a correr atrás do prejuízo” e procuraram aplicar-se no setor ofensivo para alcançar o empate.

Apesar das investidas, a equipa de Juvenal Brandão não conseguia encontrar soluções e, só em cima do intervalo, alcançou a igualdade através da marcação de uma grande penalidade. Fonseca foi chamado a bater e não desperdiçou a oportunidade de estabelecer o empate no marcador, à ida para o período de descanso.

No segundo tempo, o Aliados entrou motivado e entusiasmado e dispôs de várias oportunidades para voltar a chegar ao golo. A equipa da casa estava por cima no encontro e concretizou essa superioridade, à passagem do minuto 55, com o golo de Pedrinho. Dez minutos depois, Diogo Brandão, que tinha entrado ao intervalo, recebeu ordem de expulsão por acumulação de cartões amarelos. Com mais um homem em campo, o Gandra aumentou os números de posse de bola, mas não conseguiu o mesmo no número de golos. O conjunto orientado por Mário Rocha ão encontro “armas para furar a defensiva lordelense” que soube preservar a vantagem até ao fim da partida.

O Aliados desloca-se ao Complexo Desportivo da Cidade de Gandra, na próxima quarta-feira, para segurar a vantagem, por 2 – 1, e seguir em frente na prova. Já, o Aliança de Gandra vai ter de se aplicar para dar a volta à eliminatória.


Juvenal Brandão: “Não podemos adormecer à sombra desse resultado”

No final do encontro, Juvenal Brandão admitia: “Não foi um jogo muito vistoso devido, sobretudo, ao equilíbrio entre as equipas. Foi um jogo difícil e equilibrado. É um derbi, contra um rival, que é uma equipa agressiva, que defende bem e que procura explorar os ataques rápidos. Até à expulsão do Diogo, estávamos por cima no jogo e conseguimos marcar o golo que nos deu a vantagem. Depois da expulsão, o adversário teve mais bola e mais domínio, mas nós controlámos o jogo sem bola. Tentamos sair no contra-ataque, nem sempre bem conseguido, mas fomos obrigados a baixar devido à qualidade do adversário.”

O técnico lordelense deu importância a dois momentos da partida: “Foi importante ter marcado em cima do intervalo, porque deu outra força e ânimo para a segunda parte e foi importante ter ganho ganhar este jogo, porque é uma eliminatória a duas mãos e coloca-nos em vantagem para o segundo jogo.”

Sobre o que é preciso para o Aliados segurar a vantagem na segunda mão, Juvenal Brandão desvenda: “Termos a vontade e a atitude que tivemos na segunda parte. Não fomos pró-ativos, fomos ativos. Não esperámos que o adversário reagisse e reagimos. Apesar de sabermos que estamos em vantagem, não podemos adormecer à sombra desse resultado e, por isso, temos de querer ganhar esse jogo. Temos de impor o nosso jogo, jogar ao ataque, ser organizados defensivamente e ter mais vontade e querer do que eles, porque eles são uma equipa aguerrida, lutadora e que não dá um lance por perdido.”

 

Mário Rocha: “A minha equipa não esteve bem e não foi um jogo conseguido”

Do outro lado, Mário Rocha mostrava-se insatisfeito com a pouca qualidade do jogo: “Esperávamos um jogo difícil e competitivo. O Aliados beneficiava do fator casa e tem uma equipa com excelente qualidade. Não entrámos bem no jogo, fomos felizes porque fizemos o golo, mas depois o jogo ficou dividido. O Aliados teve superioridade, mas não nos conseguiu criar perigo. No segundo tempo, o Aliados estava motivado por ter terminado a 1ª parte a marcar e depois sofremos o golo, por felicidade do Pedrinho, tentámos reagir mas não conseguimos o objetivo. Acho que não se assistiu a um jogo bem jogado, teve poucas oportunidades de golo, os jogadores estavam desconcentrados e mais preocupados em discutir uns com os outros. A minha equipa não esteve bem e não foi um jogo conseguido.”

Sobre o facto de o Aliança de Gandra não ter conseguido segurar a vantagem no marcador, o técnico gandarense apontou: “Quando estávamos a vencer, estávamos bem organizados defensivamente, mas o lance da grande penalidade destabilizou a minha equipa e faltou-nos mais coragem no último terço para desequilibrar o processo defensivo do adversário.” Mário Rocha lamenta a decisão do árbitro no lance do penalti: “O lance da grande penalidade, na minha opinião, porque estou bem posicionado, foi um equívoco do árbitro da partida” e assegura “O resultado justo seria o empate.”

Quanto aos “ingredientes” necessários para dar a volta à eliminatória, Mário Rocha desvenda: “A equipa precisa de se concentrar e ser mais audaz no último terço do jogo. Acredito que temos possibilidades de chegar à final.”

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