Aliados de Lordelo: Desperdício dita derrota na última jornada

Publicado em Publicado por: O Paredense

Texto de Cristina Borges.

Depois da eliminação da Taça AF Porto, o Aliados de Lordelo recebeu o São Pedro da Cova com o objetivo de terminar a época no 4.º lugar da tabela classificativa.

Com uma reta final desoladora, os lordelenses entraram em campo procurando dar uma alegria aos adeptos. Contudo, o golo madrugador dos visitantes complicou a tarefa dos comandados de Juvenal Brandão. O remate de fora da área de César Antunes colocou a equipa de Gondomar em vantagem, logo aos três minutos.

O Aliados teve assim de correr “atrás do golo”, mas, ao longo da primeira parte, não conseguiu criar oportunidades flagrantes.

No segundo tempo, os lordelenses aplicaram-se mais e melhor no setor ofensivo, mas as decisões não levaram o melhor rumo na hora de finalizar. Por uma mão cheia de vezes, os avançados da casa viram-se em situações de grande oportunidade, mas sem nunca conseguirem concretizar.

Um desperdício de golos que não permitiu ao conjunto da casa anular a desvantagem sofrida desde os minutos iniciais.

Uma derrota que manteve o Aliados de Lordelo no 5º lugar da tabela classificativa, na época 2018/2019, perfazendo um total de 59 pontos. Já, o Sp. Cova terminou a temporada no lugar acima com mais seis pontos.

 

Juvenal Brandão: “Estamos tristes e desiludidos”

No final do encontro, Juvenal Brandão apontava o motivo para a sua equipa não ter conseguido a vitória: “A finalização, porque num dia normal, tínhamos marcado 4 ou 5 golos. Foram situações incríveis que desperdiçamos. Quando se desperdiça assim, fica tudo mais difícil. Atrevo-me a dizer que podíamos estar ali a tarde inteira que não íamos marcar.”

Sobre a forma como o Aliados terminou o campeonato, Juvenal Brandão lamenta: “Esta equipa queria ganhar sempre e a forma como estes jogadores recuperaram foi acalentado o sonho da subida e da final da taça, mas as coisas correram mal e este final penaliza enormemente este grupo de trabalho. Queríamos terminar a ganhar mas não conseguimos.”

Na reta final da época, o Aliados esteve envolvido em duas frentes e acabou por perder as duas. Sobre o desfecho, o técnico lordelense analisa: “Não atingimos o nosso sonho, aquilo para que tanto trabalhamos diariamente. Para uns ganharem, outros têm de perder. Nós não fomos tão fortes nestes últimos jogos como tínhamos sido até então. Houve um conjunto de fatores, que não quero que sejam vistos como desculpas, mas que nos condicionaram, como as lesões e a sobrecarga de jogos, entre outros. Falhámos claramente e eu como líder da equipa assumo a responsabilidade na íntegra.”

Sobre o balanço desde a sua chegada à equipa até ao fim do campeonato, Juvenal Brandão refletiu: “Como falhámos no campeonato e na taça, obviamente estamos tristes e desiludidos. Para mim não foi positivo. Foi um início muito bom que fez acreditar toda a gente que seria possível. Olhando unicamente para os números, nós tivemos 8 vitórias em 11 jogos até ser possível a luta pela subida e a 2.ª derrota ao 12.º jogo hipotecou o sonho. Fizemos 26 pontos nesses 11 jogos o que dá uma média de quase 2,4 pontos por jogo. Até aí foi brilhante. Marcámos golos em todos os jogos, tínhamos 26 golos marcados e apenas 10 sofridos. Subimos do 7.º lugar ao 3.º e estivemos a 2 pontos do 2.º. Só que agora nestas últimas 3 jornadas acabámos por descer ao 5.º. Na Taça ganhámos 3 dos 4 jogos e fomos eliminados na meia-final, por um golo, nos descontos, de penálti, inexistente. Aproveitar para dar os parabéns a todas as equipas que alcançaram os seus objetivos e uma palavra de força àquelas que não conseguiram.”

Quanto à próxima época, o treinador de 35 anos garante: “Não sei. Ainda não falámos sobre isso. A época terminou e vai haver eleições na direção, por isso, temos de esperar.” Juvenal Brandão acrescentou ainda: “Em jeito de balanço, quero deixar uma palavra de agradecimento à direção pela aposta, pela confiança e pelo apoio; à equipa técnica e ao staff pela vontade e dedicação; aos jogadores, por acreditarem na ideia e lutarem sempre por ela e por aquilo que foram como grupo, foi uma experiência maravilhosa e muito enriquecedora; à minha família e amigos pelo apoio incessante e por me aturarem; e aos adeptos que nestas 15 semanas foram incansáveis no apoio. Nunca tinha sentido esta comunhão antes e foi prazeroso e fica uma pena ainda maior por não lhes ter dado uma alegria extra como a subida ou a taça. Obrigado a todos.”

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