“A reação inicial foi de grande apreensão e medo”, diz emigrante paredense em Manchester

Publicado em Publicado por: O Paredense
Vários acessos em toda a área envolvente do Manchester Arena estiveram cortados

Vários acessos em toda a área envolvente do Manchester Arena estiveram cortados

TERRORISMO. Atentado em Manchester visto por Dulcídio Coelho, natural de Cete, Paredes. Apesar de confessar que sente consternação e algum medo, o paredense admite que a população local está a tentar ultrapassar o que aconteceu.

Dulcídio Coelho nasceu em Cete, Paredes há 45 anos e há 10 emigrou para Inglaterra. O engenheiro eletrotécnico é atualmente o diretor técnico do THINKlab, o maior e mais prestigiado centro de excelência em investigação na área da realidade virtual e sistemas de trabalho colaborativo no Reino Unido.

Vive na cidade de Manchester com a mulher e os dois filhos. Diretamente não sofreu com o atentado terrorista que aconteceu na noite de 22 de maio, nas imediações da Manchester Arena, no final do concerto da cantora norte-americana, Ariana Grande, mas ele e a sua família têm sentido na pele os constrangimentos de um país em alerta máximo de segurança.

“Vivo muito perto do hospital de Salford e durante a noite [do atentado] houve de facto muitos carros de emergência a passar, mas como é normal ouvir sirenes já não reparo nisso”, recorda o engenheiro eletrotécnico, que só soube da notícia no dia seguinte de manhã quando o despertador o acordou com as notícias da tragédia na rádio.

Dulcídio confessa que se sentiu muito consternado com a notícia, mas sobretudo preocupado com a reação dos filhos ao que tinha acabado de acontecer.

“O mais novo não se apercebeu da enormidade do ocorrido e o mais velho teve dificuldades em entender como isto podia ter acontecido a crianças. Ele ainda está numa idade em que pensa que os pais o podem proteger de tudo”.

 

Leia a reportagem completa na edição em papel de 1 de junho de 2017 ou subscreva a edição online.

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