Dérbi sem influência nas contas

Publicado em Publicado por: O Paredense

Texto escrito por Cristina Borges.

Ficou guardado para a última jornada da Divisão de Elite, o dérbi entre Rebordosa e Gandra, que já nada alterava as contas da competição. Já com as classificações definidas, os paredenses pareciam já estar focados nas respetivas provas em que ainda competem. Se por um lado, o Rebordosa começa, no próximo domingo, a caminhada no play-off de acesso à subida ao Campeonato de Portugal; por outro lado, o Gandra irá disputar, no próximo sábado, a final da Taça AF Porto, frente ao Vilarinho. Talvez por isso, os adeptos que se deslocaram ao Estádio do Azevido, em Rebordosa, tenham assistido a uma primeira parte equilibrada entre ambas as equipas.

No segundo tempo, os homens da casa aceleraram o ritmo e mostraram mais eficácia. Aos 55 minutos, Ricardo Teixeira inaugurou o marcador e respondeu da melhor forma ao cruzamento de Henrique.

Dez minutos depois, foi Sérgio Cardoso quem ampliou a vantagem, com um remate à entrada da área.

Depois dos dois golos sofridos, o Aliança de Gandra não voltou a conseguir organizar-se e os rebordosenses aproveitaram a quebra de ritmo dos visitantes para faturar. Ítalo teve oportunidade de bisar na partida, com os tentos apontados aos 72 e 81 minutos.

A vitória estabeleceu os 76 pontos conquistados pelo Rebordosa na Divisão de Elite e que garantiram aos rebordosenses a presença no play-off, que pode dar acesso à subida de divisão. Já, o Aliança de Gandra terminou a época no 13º posto da tabela classificativa, com um total de 40 pontos.


Tonanha: “O plantel é muito homogéneo e equilibrado”

No final do encontro, Tonanha considerava: “Foi um bom jogo, em que dominámos, durante quase todo o encontro. Na primeira parte, o Gandra ainda conseguiu dar alguma resposta à nossa superioridade, mas, na segunda, acabámos por materializar a superioridade e, por isso, acho que o resultado é justo.”

Questionado sobre se apresentou uma equipa de forma a gerir o plantel ou a preparar já o primeiro jogo do play-off, que dá acesso à subida de divisão, o técnico rebordosense responde assim: “É difícil dizer que entrei ou terminei com a melhor equipa, porque quase todos os jogadores têm os mesmos minutos portanto percebe-se que o plantel é muito homogéneo e equilibrado. É muito difícil definir quem é segunda opção no plantel do Rebordosa. Cada jogo tem a sua história.”

Sobre o espírito do balneário para o primeiro jogo do play-off, realizado já, no próximo domingo, Tonanha não tem dúvidas: “Está bem e recomenda-se. Estamos muito confiantes. Embora, no futebol um dia mau possa deitar toda uma época a perder.”

Mário Rocha: “Resultado é exagerado”

Do outro lado, Mário Rocha começou por parabenizar o adversário: “Quero dar aos parabéns ao Rebordosa por ter conseguido alcançar o play-off que pode dar a subida de divisão. Foi a melhor equipa ao longo da época.”

Sobre o jogo, o técnico gandarense analisou: “Sabíamos que íamos ter dificuldades, devido ao número de jogos que temos feito nos últimos tempos. Estávamos, também, conscientes de que não íamos ter muita agressividade no jogo devido ao final da taça, já que, é normal que os jogadores se protejam. Ainda assim, conseguimos equilibrar no primeiro tempo e, ao intervalo, o resultado era justo. Na segunda parte, tentámos manter o equilíbrio, mas depois de sofrermos o primeiro golo desorganizámo-nos e não conseguimos encontrar-nos. O Rebordosa é um justo vencedor, mas penso que o resultado é exagerado.”

Abordado sobre as mudanças da equipa titular, Mário Rocha responde assim: “Fiz uma gestão a pensar no jogo da taça e nas situações disciplinares que poderiam acontecer, já que era um dérbi. No entanto, os jogadores que jogaram em Rebordosa são atletas do clube e que já tinham feito um excelente desempenho em Lousada e em Vila Meã, por exemplo, e eu estou satisfeito com o desempenho deles.”

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